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(daqui)

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sono lascado por aqui, nem parece que foi feriado uns dias atrás. pra não perder o costume, digo que NEM O BBB eu tenho visto. NEM O BBB. vê que mundo cruel.

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e a faculdade, que nem começou direito. MEDO de mim no final do semestre (ando literalmente descabelada e estamos em março. descabelada, sabe assim?).


não sei bem o que esperar desse ano com relação à faculdade. a formatura me parece tão distante e eu tenho TANTAS HORAS de atividades complementares pra fazer até dezembro que, de verdade, não sei. então não tou contando muito com isso. a formatura e tals. pode ser que eu me enrole até lá.


o curso também tá mais pra lá do que pra cá, se você quer saber. imagine que na grade curricular de 2006, quando eu entrei, a expectativa era ir do Cálculo Atuarial 1 ao Cálculo Atuarial 6.


no penúltimo semestre, estamos no Cálculo Atuarial 2. esqueceram de alguma coisa ou eu simplesmente dormi.


é meio triste dizer isso, mas nesse momento eu não consigo me importar.

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temos professores novos em folha também. um deles tinha sido convocado pela faculdade para dar sua primeira aula duas horas antes de nos conhecer. imagina a animação da criatura. ANIMADO com maiúsculas.


um troço triste isso aí de professor recente. não sei se em todo lugar é assim, mas eles chegam tão confiantes no ser humano-aluno, que me dá vontade de chorar. de tristeza. de PRESSENTIR a queda.

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sobre um assunto que eu não falo há tempos, mas continua tirando minhas noites de sono: a falta de lógica arquitetônica em banheiros coletivos.


depois de um abaixo assinado (pessoal lá na sala ADORA abaixo-assinado), mudamos de sala de aula. convenhamos que a sala anterior era uma verdadeira tortura. acho que eles dividiram umas salas antigas pra formar mais turmas e esqueceram de um detalhe mínimo: a ventilação. afinal de contas, PRA QUÊ janela? enfim, depois do auê mudamos de sala.


daí que as novas instalações são ventiladas, frescas, confortáveis e cheirosas*. só que. a janela do único banheiro feminino do andar dá pra DENTRO da nossa sala. JURO. e gente, o prédio é ótemo, tem quatro salas por andar e é SUPER silencioso. mas e se eu precisar cagar? soltar um peidinho? falar ao telefone? como faz? vou ter que compartilhar com a SALA TODA?


só sei que tou lascada. meu intestino é nada seletivo e obediente. ele QUER funcionar, ele VAI funcionar.


agora com platéia.

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* isso aí já virou mentira. a sala era uma belezinha, ATÉ que parou de ventar e os ventiladores não funcionaram. na semana seguinte, as cadeiras meio confortáveis foram trocadas pelas cadeiras horríveis da sala anterior. eu que nunca vou mesmo, fico achando engraçada a situação. pessoal fico em POLVOROSA, vocês precisam ver. agora é esperar mesmo, o sérgio malandro aparecer e mostrar as câmeras escondidas. glu-glu e tals.



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minhas histórias (infinitas) de banheiro.

aqui no trampo a questão BANHEIRO é uma constante. primeiro que eu tenho o intestino solto naturalmente. vou ao banheiro trocentas vezes por dia. segundo que eu tou num programa pessoal de reeducação alimentar, e isso inclui litros de água e suco. traduzindo, MUITO xixi.

daí que hoje, oito anos depois de ingressar no maravilhoso universo do ambiente de trabalho, cheguei a DUAS variáveis que fazem TODA a diferença antes de aceitar uma oferta de emprego:

1) ar-condicionado. em funcionamento constante, limpo e silencioso.

2) banheiroS. em funcionamento constante, limpo e silencioso.

*

o caso é que o lugar onde eu trabalho atualmente é TÃO, mas TÃO pequeno, que o ÚNICO banheiro disponível é praticamente NO MEIO do escritório. se respirar mais fundo, todo mundo ouve. imagine TODO O RESTO que se faz num banheiro. dar uma rapidinha então, NEM PENSAR.

mas eu já saquei da galera aqui. se é pra fazer número dois, fulano entra falando no celular, ciclano TOSSE enquanto caga e o outro leva jornal pra FOLHEAR. intensamente, se é que me entende. pra fazer BARULHO e tals.

e, numa boa, o caso aqui é muito sério. o banheiro não só é MUITO perto das mesas e MINÚSCULO, como o escritório em si é um silêncio dos infernos normalmente. porque aqui, veja que maravilha, o ar-condicionado é REALMENTE silencioso. ¬¬

*

o lance que me MARCOU hoje foi uma PESSOA que resolveu fazer as suas necessidades falando ao telefone. ok, já vi isso acontecer antes e compreendo a situação. a QUESTÃ é que ela não usou o seu IMACULADO celular. não. acredite em mim. ela levou o TELEFONE SEM FIO QUE TO-DO-MUN-DO-U-SA.

juro. juro. juro.

é o único telefone que liga pra celular. é o único que faz interurbano e o único que faz chamadas internacionais. e como se NÃO BASTASSE, é um telefone que RECEBE ligações. pra TO-DO-MUN-DO.

*

numa boa, se tocar e for pra mim eu finjo que morri.

ó. numa boa. vou criar uma categoria banheirón. porque parece que eu passo mais tempo escrevendo sobre banheiros do que sobre qualquer outra coisa. parece também que eu passo mais tempo no banheiro do que em qualquer outro lugar, mas não. aviso logo que eu não sou do tipo de lê ou enrola no banheiro. vou lá e pá pum. taí o belisco que não me deixa mentir :o) enfim, detalhes que não interessam a ninguém.

a questã é que passar o dia inteiro trabalhando sem tempo pra respirar é fogo. a ida ao banheiro é um dos únicos momentos em que se consegue abrir o foco, saca? aí eu boto reparo em tudo mesmo.

não que precisasse de esforço pra ver o que eu vi hoje.

tou lá de novo lavando as mãos.

a moça entra, dá aquela olhadela no espelho e vai fazer xixi. abaixa as calças, desagua, pega papel, enxuga a perseguida, ergue as calças, aperta a descarga e volta pra frente do espelho.

agora o teste. aponte o elemento crucial não relacionado na sequência acima.

dica. não se trata de lavar as mãos. eu não fiquei pra conferir, na verdade.

pois é. ela não fechou a porta.

quem diabos usa um banheiro público com a porta aberta? quem diabos não se incomoda com o fato de ter uma desconhecida zanzando por ali enquanto ela abre espaço pra secar a periquita? quem diabos perde a noção desse jeito? e como? por quê? quando?

uma coisa é certa. é o tipo de pessoa com que não se deve criar intimidade. porque de jeito nenhum que eu levo alguém assim pra minha casa hein. muito menos faço visita. porque se a pessoa se sente confortável o bastante ali, imagina quando te chamar de amiga.

támarrado esse lugar.

intolerância ativar.

*

desmascarei uma das porcas do banheiro.

eu tava bem lavando as mãos quando ela saiu do cubículo SEM APERTAR A DESCARGA. provavelmente não ia lavar as mãos também. mas assim que me viu voltou. e apertou a descarga. um tempão. olhando pra privada.

e ó que eu tenho certeza que ela tinha cagado horrores. porque não há necessidade de apertar aquele tanto de descarga. e EU SEI que se ela não tivesse me visto – rolou até um pulinho de oi, você por aqui? – tinha deixado o torôço lá. exposto.

e eu bem que tento não levar pra esse lado. mas toda vez que vejo um(a) crente fazendo merda sinto mais raiva ainda. porque alo-ou, eu não acredito em deus. e teria um milhão de motivos pra justificar qualquer porcalhada que resolvesse fazer. NINGUÉM VAI ME PUNIR POR ISSO, entende? caganda mesmo. mas esse povo do cabelão devia temer a porra da fúria de deus, não devia? só porque não tem um mandamento específico de manterás a higiene do banheiro coletivo? precisa?

parece que sim. o grande erro foi ter escrito a caralha dos mandamentos. alguém tinha que ter desenhado aquilo.

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e veja bem. eu tenho amigos crentes. a diferença é que eu não lembro disso toda vez que olho pra eles. o que torna a nossa vida muito mais saudável já que evita que eu passe o dia fazendo piadas de ih, vai pro inferno ou sobrou um do dízimo pra rachar a breja?, etc. dá pra abstrair numa boa.

mas cabelonojinho até a canela é demais pra mim.