e no final de semana eu fui `a uma convencao de tatuagem. ge-in-tem. puta programinho cu. uma chatice sem fim. foi bom porque minha irmã tinha ingressos e a gente precisava (tentar) conversar. conversamos pouco, mas já valeu alguma coisa.

a tal da convenção é assim. uns 50 stands iguais, barulhinho de máquina de tatuar, uma quentura sem fim, comidas e bebidas a preços homéricos e um bando de gente andando pra lá e pra cá mostrando o quando é descolado ser tatuado. aí um tira foto de outro, a mulherada veste umas sungas horrendas, outras erguem os shorts e saias pra exibir o útero, os homens andam sem camisa, todo mundo suando e confraternizando. dançando e rodando, diria o sílvio.

pra coroar o bom humor um cara pediu pra tirar uma foto minha. ate aí (mais ou menos) tudo bem, porque tá no inferno abraça o diabo então vamo lá. fiquei perdida feito o diabo, com A caipira no corpo. pedi pra tirar foto com a minha irmã, mas o cara foi mais rápido e disse que eu era uma idiota porque só eu tenho tatuagem. tá, ele nao me chamou de idiota, mas foi assim que eu entendi. fui lá e fiz pose pra mostrar o braço. a questao é que ele nao queria tirar foto só do braço. queria de corpo e alma. na frente de uns desses carros antigos que a rapeize gosta. aí lascou-se né. porque não bastava pedir pra eu fazer carão (oi?hein?), tinha que me fotografar de baixo, de lado, bem do jeito que meu queixo duplo gosta de aparecer.

aí ele tirou meia dúzia de fotos e eu saí correndo. de novo ele foi mais rápido e perguntou se eu não queria ver. parei 5 segundos do lado dele, vi que as fotos ficaram medonhas, comecei a dar minha risada de japonesa envergonhada e saí correndo dali. nao tou exagerando. saí correndo. caipira mesmo. tosca de tudo.

depois eu fiquei pensando no papelão. de não ter conseguido estabelecer o mínimo de comunicação com o moço e nem ter dado tudo de mim no carão. mas enfim, agora é tarde e minha foto deve tá por aí na internet com a legenda – a japa-queixo-duplo caipira.

* e agora a minha irmã resolveu tatuar. e eu tou contra. porque eu posso não ser a pessoa mais indicada pra opinar, mas putamerda, ela é uma menina tão linda e quer fazer um MAORI na perna. que é um lance que eu adoro, mas tenho um medo danado de virar um tribal daqui um tempo. fada, saca? aquele tipo de coisa que você olha e pensa bela merda hein. e é um monte de preto na perna, numa perna tão bonita e perfeitinha e … aiai. fico feito mãe. de coração partido. então fica aqui o apelo. se alguém encontrar a minha irmã, por favor, comente sobre a tatuagem que ela não deve fazer. se não der certo eu parto pro plano b. quebrar os dois braços do tatuador.

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