intolerância ativar.

*

desmascarei uma das porcas do banheiro.

eu tava bem lavando as mãos quando ela saiu do cubículo SEM APERTAR A DESCARGA. provavelmente não ia lavar as mãos também. mas assim que me viu voltou. e apertou a descarga. um tempão. olhando pra privada.

e ó que eu tenho certeza que ela tinha cagado horrores. porque não há necessidade de apertar aquele tanto de descarga. e EU SEI que se ela não tivesse me visto – rolou até um pulinho de oi, você por aqui? – tinha deixado o torôço lá. exposto.

e eu bem que tento não levar pra esse lado. mas toda vez que vejo um(a) crente fazendo merda sinto mais raiva ainda. porque alo-ou, eu não acredito em deus. e teria um milhão de motivos pra justificar qualquer porcalhada que resolvesse fazer. NINGUÉM VAI ME PUNIR POR ISSO, entende? caganda mesmo. mas esse povo do cabelão devia temer a porra da fúria de deus, não devia? só porque não tem um mandamento específico de manterás a higiene do banheiro coletivo? precisa?

parece que sim. o grande erro foi ter escrito a caralha dos mandamentos. alguém tinha que ter desenhado aquilo.

*

e veja bem. eu tenho amigos crentes. a diferença é que eu não lembro disso toda vez que olho pra eles. o que torna a nossa vida muito mais saudável já que evita que eu passe o dia fazendo piadas de ih, vai pro inferno ou sobrou um do dízimo pra rachar a breja?, etc. dá pra abstrair numa boa.

mas cabelonojinho até a canela é demais pra mim.

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